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Seu site não está feio. Está sendo ignorado.

Quando um site não gera contatos, eu olho além da aparência: quem chega, o que encontra e quais dúvidas ficam antes de pedir um orçamento.

5 min de leituraSabrina Mesquita
Seu site não está feio. Está sendo ignorado.

Seu site recebe visitas, mas quase ninguém entra em contato. Você olha para ele, gosta das cores, das fotos, da apresentação… e fica sem entender o que precisa mudar.

Quando um site não gera contatos, eu não começaria trocando o visual inteiro. Primeiro, tentaria entender o que acontece entre a pessoa chegar e decidir se vale a pena continuar.

Talvez falte uma informação. Talvez ela esteja ali, mas seja difícil de encontrar. Ou talvez o site esteja recebendo visitas de pessoas que procuram outra coisa.

São situações diferentes. E cada uma pede uma revisão diferente.

Quem chega encontra o que esperava?

Imagine clicar em um anúncio sobre reforma de apartamentos pequenos e chegar a uma página que fala apenas em “soluções completas para o seu projeto”.

Você ainda precisa descobrir se a empresa faz aquela reforma, se atende sua região e se trabalha com imóveis como o seu. O anúncio despertou interesse, mas a página não continuou a explicação.

Eu olharia para essa relação antes de mexer em cores ou fontes. O que trouxe a pessoa até ali? O começo da página corresponde ao que ela veio buscar?

Isso vale para quem chega por anúncio, pesquisa, rede social ou indicação. Uma página de serviço pode precisar de uma apresentação diferente de um artigo que responde a uma dúvida.

O texto poderia estar no site de qualquer empresa?

“Qualidade, compromisso e soluções personalizadas.” Tudo isso pode ser verdade. Mas o cliente ainda não sabe o que você entrega.

Uma forma simples de revisar a apresentação é esconder o nome da empresa e ler o texto. Dá para identificar o serviço? Ou ele serviria para vários negócios completamente diferentes?

Eu procuraria informações mais específicas: o tipo de trabalho, o público atendido, a região quando for relevante e como funciona a contratação.

Por exemplo, “Fotografia de produtos para lojas de roupas, com produção em estúdio e entrega de imagens para e-commerce” já responde a perguntas que “Valorizamos a essência da sua marca” deixa em aberto.

A personalidade da marca pode continuar no texto. Só precisa haver espaço para explicar o serviço também.

Se o site não gera contatos, vale olhar para as dúvidas que ele deixa

Quem está pensando em contratar costuma precisar de informações que parecem óbvias para quem oferece o serviço.

O atendimento é online? O projeto inclui desenvolvimento ou apenas design? Quem fornece os textos? Como o orçamento é calculado? O que acontece depois de enviar uma mensagem?

Se a página não explica nada disso, o visitante precisa iniciar uma conversa ainda sem saber se a empresa atende ao que procura.

Eu não colocaria todas as respostas na primeira tela. Distribuiria essas informações perto das decisões a que elas se referem. O que está incluído fica junto da apresentação do serviço. Como pedir orçamento fica próximo do contato.

Assim, a pessoa consegue se aprofundar conforme o interesse, sem precisar procurar em várias partes do site.

Mais texto nem sempre resolve. Cortar tudo também não.

Às vezes, a página está longa porque repete a mesma promessa em várias seções. Em outras, ela está curta demais para explicar uma contratação importante.

Eu evitaria decidir isso apenas pelo tamanho. Olharia para a função de cada trecho.

Um parágrafo que repete “somos especialistas” pode dar lugar a um exemplo de projeto. Já uma explicação sobre etapas, prazos ou limites do serviço pode precisar continuar, mesmo que aumente a página.

O mesmo vale para os elementos visuais. Uma imagem pode esclarecer o que será entregue. Outra pode ocupar uma tela inteira sem acrescentar informação.

A pergunta que eu faria é: esse conteúdo ajuda a pessoa a entender, comparar ou decidir? Se ajuda, vale pensar na melhor forma de apresentar.

O convite para entrar em contato faz sentido naquele momento?

Um botão escrito “Fale conosco” pode funcionar. Mas eu verificaria o que a pessoa já sabe quando chega até ele.

Ela entendeu o serviço? Encontrou exemplos? Sabe o que precisa enviar para receber um orçamento?

Também olharia o destino. Se o botão promete “Ver valores” e abre uma conversa sem mostrar preço algum, existe uma diferença entre a expectativa e o que acontece.

Eu prefiro que o texto do botão explique a ação real: “Pedir orçamento”, “Ver projetos” ou “Consultar disponibilidade”, conforme o caso.

E faria o percurso completo no celular. O formulário abre? A mensagem chega? Existe confirmação? Um problema nessa etapa pode passar despercebido quando a revisão fica só na aparência da página.

Antes de concluir que ninguém se interessa

Eu conferiria se o site recebe visitas relevantes e se os contatos estão sendo acompanhados corretamente. Um clique no botão não significa necessariamente uma mensagem enviada. E uma visita sem contato não prova, sozinha, que a pessoa rejeitou o serviço.

Também vale conversar com quem atende os clientes. Quais perguntas aparecem sempre? As pessoas chegam esperando algo que a empresa não oferece? Existe alguma informação que precisa ser explicada em toda conversa?

Essas respostas ajudam a escolher o que revisar primeiro. Pode ser a apresentação, uma página de serviço, o formulário ou até a forma como o site está sendo divulgado.

Eu começaria por um problema concreto, faria o ajuste e acompanharia o que mudou. Refazer tudo de uma vez pode dar trabalho sem esclarecer o que estava atrapalhando.

Se o seu site está nessa situação, pode me mandar o endereço e contar o que você esperava que ele ajudasse a fazer. Meus projetos e canais de contato estão em sabrinamesquita.dev.

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